| Marcha estadual a favor do jornalismo regulamentado |
| Por Alice Balbé e Letícia Sarturi Isaia (da Redação) | |
| 31 de março de 2009 | |
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A luta pelo diploma continua. Jornalistas e acadêmicos de ![]() diversas instituições do Estado saíram às ruas de Porto Alegre na manhã dessa terça-feira, dia 31, para, mais uma vez, defender a categoria. O protesto integra uma série de manifestações programadas em todo o país, um dia antes de entrar na pauta de julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) o Recurso Extraordinário que prevê o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão.
A mobilização contou com o apoio do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, Federação Nacional dos Jornalistas e dos integrantes do Núcleo de Estudantes do Sindicato e do Movimento Jornalistas por Formação RS. Estavam presentes estudantes de diversas faculdades gaúchas: Unifra, UFSM, PUC, Ulbra e Ufrgs.
Schröder cita Nilson Lage para explicar que o Jornalismo tende a voltar à mercantilização, onde picaretas usavam as informações, se a empresa tiver o controle: “A informação fica à mercê de interesses econômicos”. A liberdade de expressão é direito constitucional. Mas para Schröder, é obrigação dos jornalistas. “Aprendemos técnicas jornalísticas e a discernir o que é de interesse público. A profissão é digna e precisa ser melhor possível. O jornalismo pauta a sociedade”. Sociedade que também perde em qualidade com a desqualificação das informações recebidas. Os jornalistas são formados pela academia para trabalhar no mercado de trabalho. O que não significa que produzirão apenas o que o mercado espera. Ao terminarem a faculdade, com o diploma nas mãos, têm autonomia: “É inversão completa anular o papel da universidade que no mundo todo é lugar de instrumentação, experiência, pesquisa e novidade”, critica Schröder. Na passeata, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, também comentou que nesta quarta-feira podemos presenciar um novo golpe para a democracia. O sindicalista fez uma alusão ao golpe de 1º de abril de 1964, responsável por instaurar a ditadura no Brasil e restringir a liberdade de expressão. A força estudantil
A acadêmica da Ufrgs, Victória Jurkfitz, 20 anos, protestava pela sociedade: “Defendo a causa não só pelo meu futuro, mas acho que sem faculdade as pessoas não vão conseguir fazer um bom jornalismo.”
Santa-marienses em defesa do jornalismo diplomado
Fotos: Letícia Sarturi e Rodrigo Ricordi (acadêmicos de Jornalismo) |